Ford Ranger


Ford Ranger é elogiada pelos reparadores

Texto:Jornal Oficina Brasil
Fotos: Jornal Oficina Brasil

(13-05-08) - As picapes se popularizaram nas cidades e, conseqüentemente, com presença cada vez mais constante na oficina independente.

Em função desta realidade estamos trazendo para esta seção uma novidade que em breve poderá entrar na sua oficina, trata-se de Ford Ranger XLS 2.3 16V. Acompanhe:

Motor

Há muito espaço para qualquer intervenção mecânica no veículo e os sensores e atuadores têm fácil acesso.

O propulsor possui alto torque e boa potência, o que permite que o veículo não fique lento no trânsito ou na estrada. O filtro de combustível tem fácil localização e fica bem protegido pela própria longarina do chassi, o que é um item favorável no que diz respeito à segurança do veículo.

Todas as tubulações de combustível e fluido de freio estão bem protegidas, pois são defendidos pela longarina do chassi. Um ponto negativo constatado pelos consultores vai para a mangueira de retorno do radiador para o vazo de expansão. Apesar de passar por uma canaleta acima do radiador, que é fechada pelo capô, no veículo avaliado as laterais dessa canaleta já estavam marcadas pelas abraçadeiras da mangueira, o que pode causar futuros vazamentos de fluido de arrefecimento.

Ainda falando sobre o motor, um grande desconforto para o reparador é o posicionamento do filtro de óleo, que fica localizado próximo ao câmbio e só possibilita acesso por baixo do veículo.

Outro item descuidado neste motor foi o sensor de rotação, que fica bastante exposto, facilitando que seja atingido por lama, terra, pedras, galhos, entre outros, e isso pode prejudicar seu sinal, fazendo com que o motor pare de funcionar em casos extremos.

Câmbio

O câmbio da Ranger é do tipo quatro marchas mais overdrive, o que proporciona, para um veículo de seu porte, mais economia na estrada e mais agilidade na cidade.

Lembrando que a proposta deste veículo é o trabalho, sua relação de marchas é curta e, no trânsito urbano, obriga o condutor a cambiar bastante para evitar que ao menor toque no pedal do acelerador o eixo traseiro empurre o banco contra os ocupantes, causando desconforto.

Seus engates são precisos, mas duros. A operação, porém, não chega a ser desconfortável. Algumas pessoas podem achar o curso da alavanca longo demais.

Eixo dianteiro

Esse é um item que recebeu grande atenção da montadora e também foi bastante elogiado pelos reparadores, apesar de alguns pontos merecerem atenção especial do reparador em futuras manutenções.

O alinhador Odilon de Mello e os consultores Aleksandro Viana e Ronie Dotzlaw aprovaram as novas bandejas, buchas, bieletas, sistemas de regulagem da cambagem e altura da suspensão. Os batentes da suspensão, porém, ficam permanentemente encostados na bandeja inferior, obrigando seu trabalho mesmo que a suspensão não esteja próxima de seu fim de curso, o que pode provocar desgaste prematuro nos batentes.

Outro item que gerou dúvidas nos reparadores foi o prolongamento dos amortecedores dianteiros. As hastes são aparentemente muito finas e podem se danificar quando o veículo trafegar por terrenos mais acidentados.

Os consultores informaram, porém, que não têm nenhum histórico de problemas nas peças descritas acima, mas na reparação encontradas irregularidades em arranjos parecidos utilizados em outros veículos.

O acerto da cambagem foi facilitado com a adoção de arruelas com ângulo, e todas as peças são bastante simples de serem substituídas.

Eixo traseiro

Ótima relação entre trabalho e conforto e fácil reparação são as principais características desse conjunto. O retentor da entrada do diferencial, foco de muitas reclamações nos modelos anteriores, conta com uma proteção que deve prolongar a sua vida útil.

Freios, direção e parte elétrica

O clássico arranjo disco na dianteira e tambor na traseira proporciona ótima frenagem mesmo com o veículo vazio.

O sistema hidráulico de direção assegura ótima relação entre conforto e segurança. A caixa fica em local de fácil acesso, contudo as tubulações ficam muito expostas a pedriscos e galhos, coisas comuns em estradas de terra.

Na Ranger avaliada, a caixa de fusíveis fica bem acessível e tem ótima visualização. O estepe, entretanto, continua difícil de ser manuseado e fácil de ser roubado, apesar de todas as queixas dos usuários.

Fonte: Web Motors

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