NOVO CELTA

Puxou ao pai - Inspirado no design do Vectra, o novo Celta chega mais bonito, mas fica devendo o motor 1.4 Flex

Por Adriano Griecco / fotos: Marco de Bari

Mexer em um carro com grande volume de vendas não é tarefa fácil. Embora em março deste ano o Celta ocupasse a quinta colocação no ranking dos mais vendidos, seus 24350 veículos comercializados no primeiro trimestre o tornam o carro-chefe da General Motors no Brasil - quando separadas as vendas do Corsa Sedan do Classic. Por isso mesmo, a atenção dedicada ao modelo produzido em Gravataí (RS) foi grande em sua primeira reestilização. Os esboços iniciais deste Celta saíram, acredite, no fim de 2002. Desses desenhos, 20 propostas foram selecionadas. Já com a participação da diretoria da GM do Brasil, quatro delas foram eleitas as finalistas. Dessas, apenas duas foram aos Estados Unidos para a aprovação final, em meados de 2004, juntamente com a diretoria da GM do Brasil. O resultado, depois de 75 milhões de dólares investidos, é este que você vê nas fotos.

Assim como no modelo anterior, são evidentes os traços de semelhança com o Vectra. Segundo a Chevrolet, a semelhança é intencional, para ajudar a criar uma identidade mundial entre outros modelos GM. O resultado ficou bom. O ar de modernidade sobra na dianteira do Celta. O anterior, com faróis afilados, já apresentava sinais de cansaço. Agora, com elementos frontais mais altos e largos, como faróis e grade, a impressão é a de que o Celta respira melhor. A sensação é reforçada pelas três "entradas" de ar no pára-choque - duas delas são recursos de estilo e não têm funcionalidade. A abertura central é a que delineia os vincos da grade e do capô - recurso que já tinha sido usado no atual Volkswagen Gol.

 

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